
Hospital de S. João... Piso 3... Medicina A2 - Mulheres...
Hoje começou... Farda e bloco no bolso para apontar tudo, e mãos livres para mexer em tudo, procurar, conhecer, ...
O sítio é diferente, mais antigo, menos condições, mais frio, mas bom na mesma... As pessoas não estão "só de passagem", pelo contrário. A média de idades ronda os 73 anos, e as patologias diferem de forma louca...
No primeiro dia fomos conhecendo algumas pessoas, que já foram deixando algumas marcas... Umas boas, outras... nem tanto......
Após mexermos em tudo, entramos numa enfermaria e fomos conhecer as doentes com quem iríamos ficar.
Encontrei a D. R., que me saudou logo com mil beijos e abraços... Aquele carinho típico dos que carinhosamente chamamos "velhinhos"! A meu cargo estava a D. A., que entrara por hemorragia cerebral. Tinha o filho a viver no Brasil, que vinha cá para passar o Natal. Chegava dia 17/12, e logo ela me perguntou que dia era, para contar os dias que faltavam. Disse-me também que a neta estava lá a estudar, e que todos os meses lhe escrevia cartas. Então, prometi que a iria ajudar a escrever a próxima!
Entretanto, o tempo passou a voar, e seguiu-se uma reunião com o professor que fez a visita acabar mais cedo. Ele falou connosco e, antes de irmos embora com mil coisas na cabeça, a despedida foi:
"Não se esqueçam, amanhã é a sério..."
E voltou o frio na barriga... Aquele frio bom!!!
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O sítio é diferente, mais antigo, menos condições, mais frio, mas bom na mesma... As pessoas não estão "só de passagem", pelo contrário. A média de idades ronda os 73 anos, e as patologias diferem de forma louca...
No primeiro dia fomos conhecendo algumas pessoas, que já foram deixando algumas marcas... Umas boas, outras... nem tanto......
Após mexermos em tudo, entramos numa enfermaria e fomos conhecer as doentes com quem iríamos ficar.
Encontrei a D. R., que me saudou logo com mil beijos e abraços... Aquele carinho típico dos que carinhosamente chamamos "velhinhos"! A meu cargo estava a D. A., que entrara por hemorragia cerebral. Tinha o filho a viver no Brasil, que vinha cá para passar o Natal. Chegava dia 17/12, e logo ela me perguntou que dia era, para contar os dias que faltavam. Disse-me também que a neta estava lá a estudar, e que todos os meses lhe escrevia cartas. Então, prometi que a iria ajudar a escrever a próxima!
Entretanto, o tempo passou a voar, e seguiu-se uma reunião com o professor que fez a visita acabar mais cedo. Ele falou connosco e, antes de irmos embora com mil coisas na cabeça, a despedida foi:
"Não se esqueçam, amanhã é a sério..."
E voltou o frio na barriga... Aquele frio bom!!!
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